terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Parabéns filhotes!

Tenho andado meio desaparecida, mas é por boas causas nesta minha nova função de representante da Educação na Comissão de Proteção de Crianças e Jovens. É complicado, mas gratificante.

Hoje dedico esta publicação aos meus filhos, que fizeram anos este mês, nomeadamente 18 e 15. Continuo a vê-los pequeninos como na foto que partilho. Lembro os risos, os choros, as birras, as gracinhas, as noites de febre, os primeiros passos, as primeiras palavras, as brincadeiras tudo com IMENSA SAUDADE! Continuarão a ser para mim os meus bebés, nem que, como dizia Eugénio de Andrade, já não caibam na moldura ("Poema à Mãe").

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Sair de mim

Desapareci.
Vagueei dentro de mim,
planei pelas minhas emoções
e perdi-me
entre sensações e divagações.
Presa no interior umbilical,
a realidade nada me diz,
como quando chove lá fora.
Pensei que era o mais seguro,
que dominava cada partícula do meu íntimo...
Quão enganada estava,
perdi-me sem me encontrar,
e o abrigo em que me aconchegava
deixa entrar a chuva mais gelada.
Escureceu...
E este refúgio
é ainda mais assustador.
Quebrei a asa da razão,
no galho de uma ideia teimosa.
Perdi o sentido da vida
no rumo incerto da inexistência.
Deixei escapar a vontade
no cansaço de um dia repetitivo.
E senti o peso
do vazio.

Preciso sair de mim
para me reencontrar,
sem rumo,
sem direções,
sem obrigações,
sem decisões,
com uma liberdade livre,
num mundo
onde a felicidade é possível,
onde nada exigem de nós,
onde somos
sem a responsabilidade de sermos.

                                             Célia Gil