sexta-feira, 7 de julho de 2017

No meu peito há um ninho

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               (imagem pesquisada no google)


Não pode ser,
não posso aceitar
que a vida passe assim,
sem pestanejar,
sem que se chegue a hora,
pois nunca é a hora
para um virar de página,
numa história que nunca chega ao fim.
Não quero voltar a sentir
a dor da despedida;
a solidão a espreitar pela porta,
que deixarás entreaberta,
a dominar as nossas vidas;
o silêncio a preencher as paredes
de encontro à nossa alma;
o vazio dos dias
a esvaziar-nos as mentes
e a roubar-nos as forças.
Não quero,
não posso querer,
ainda que saiba que é assim,
ainda que saiba que os pássaros voam,
ainda que saiba...
No meu peito há um ninho 
tão vosso,
tão nosso,
que não posso...
                              (07/07/2017)
                                 Célia Gil

4 comentários:

  1. LINDA POESIA,QUASE UM GRITO! bELA INSPIRAÇÃO! BJS PRAIANOS,CHICA

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  2. É difícil deixá-los voar para longe.
    Palavras plenas de amor, nostalgia e saudade.
    Maravilhoso poema
    Bom domingo
    Beijinhos
    Maria de
    Divagar Sobre Tudo um Pouco

    ResponderEliminar
  3. Boa noite, Célia
    Linda poesia!
    Também não gosto de despedidas.
    Te desejo uma boa e calma noite.
    Abençoada nova semana.
    Beijinhos de
    Verena e Bichinhos.

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