segunda-feira, 17 de julho de 2017

Dias...

Há dias de inverno,
em que a chuva e o vento,
invadem as nossas vidas.
E com profundo lamento,
deixam as almas perdidas,
as forças entorpecidas.
Um frio por fora e por dentro,
uma incapacidade de movimento...

Há dias simplesmente cinzentos,
vazios de movimentos,
de um nada querer por fora
de um nada crer por dentro.
São dias em que me ausento
de mim, em mim, por mim.
Em que nada faz sentido,
e cada gesto que faça
é mais um gesto perdido,
que não larga nem enlaça.

Há dias de um sol intenso,
que brilham por fora
e preenchem por dentro.
São dias de movimento,
de um querer imenso,
de um crer em pensamento.
Dias de amor,
dias de paz,
dias de ficar,
em que tudo se faz,
num torpor
de acreditar!
                  Célia Gil
(imagem daqui)

5 comentários:

  1. Sim, Célia, há dias assim! Mas - garanto- passam!
    Beijinhos

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  2. Adorei!�� Tens imenso talento! Parabéns e continua! ☺
    Realmente há dias e dias!
    O melhor de tudo é que ' depois da tempestade vem a bonança'�� Bjks. Dora

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  3. Minha Querida Célia.
    Existe muitos dias cinzento
    Existe também dias de intenso lamento
    Existe também dias que daríamos tudo
    para esquecer.
    Porém existe momentos de felicidade
    Porque ninguém é somente triste
    tem com certeza minutos de alegria
    E são esses minutos que nos prende
    a vida deixando em nós o mais doce sorriso.
    Obrigada poetisa e amiga.
    Um abraço bem apertado.
    Sua amiga.
    Evanir.

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  4. Oi Célia,
    Tinha me esquecido do quanto os seus poemas falam com a alma da gente. Este é lindo d+!
    Bjs

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