quarta-feira, 1 de julho de 2015

Ciclo de Vida

De passagem, revisitando-me por aqui... O tempo corre galopante e, entre novas funções profissionais e um mestrado em Ciências Documentais, acaba por ser muito difícil vir aqui com a frequência que gostaria. Venho apenas agradecer as mensagens deixadas, despreocupar e partilhar alguns poemas que, entretanto, foram ficando no papel...

Vida,
roda em constante movimento,
num contínuo desequilíbrio.
Foge o chão, foge o tempo,
fogem os sonhos, fogem as ilusões,
fogem as metas, fogem as hipóteses,
foge o momento
nesta roda em constantes tropeções.
Fica a angústia do dever por cumprir,
angústia cortante e limitadora,
que condiciona o devir
em queda constrangedora.
Morre-se um pouco todos os dias,
morre a autoestima, morre a confiança.
Ficam almas vazias,
vazias de fé e de esperança.
Morre a juventude durante o percurso,
do rosto se apaga o sorriso.
Ficam olhos cansados do sonho perdido.
A pele perde o brilho,
as mãos descaem pelo corpo abaixo,
sem forças para se reerguerem.
Vai-se a vontade, o ânimo, o incentivo.
O mundo roda em constante movimento,
com pilares que foram apodrecendo.
Descarrila a vida sucessivamente.
Ponto final nos sonhos para sempre.
Morte.
                        Célia Gil

(imagem do Google)


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