quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Aniversário



A vida é um relógio que não perdoa,
Não para, não faz pausa, não esquece.
Irreverente, constante, amanhece
Virando páginas como quem voa.
E em cada aniversário que passa
Resta-nos menos um ano, mais um ponto final.
Sonho efémero que nos ultrapassa
Ansia de nos perpetuarmos. Afinal
Rodeamo-nos de quem amamos,
Imaginamo-nos o centro do universo,
Onde possamos alcançar o que sonhamos.
                                                   Célia Gil

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Sobreviventes

E porque hoje se comemora o dia Internacional das Pessoas com Deficiência,


Nem sempre brilha o sol na nossa vida,
nem sempre o sol irradia e faz sorrir.
E o manto da tristeza deixa entorpecida
a imagem de felicidade que se quer transmitir.

Porque o sol não brilhou para todos à nascença,
de igual forma, sem deficiências, sem problemas?
Porque vem o acaso dominar qual doença
quem não pediu para viver neste mundo de dilemas?

Porque traz a névoa a dor da perda, da ausência,
lançando a dúvida, questionando a fé, desorganizando a vida?
Porque cai um negro manto que faz perder a resiliência,
quando um acidente nos ensina o paradoxo da vida iludida?

É porque somos o que somos e não o que temos
que encaramos as deficiências, as perdas, as doenças, os acidentes
como uma provação que reforça o que podemos,
os sonhos que viveremos, as lutas que ainda travaremos,
porque, apesar de tudo, somos sobreviventes!
                                                                              Célia Gil

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Mar de contrastes

Há palavras que sabem a mar,
pesadas, salgadas,
mas aroma gustativo que sabe bailar
e envolver como onda de espuma
a refrescar e a fazer sonhar.

E há palavras que sabem a(mar),
que invadem com o cheiro a mar,
fazem sentir na pele as gotículas do mar,
permitem-nos escutar o som do mar...

E quando essas palavras se juntam,
contam histórias de encantar.
E quando se juntam tragicamente,
contam histórias em que morre gente.

O mar que embala a alma que repousa,
é o mesmo que estala e ousa
pôr em perigo a vida de tanta gente.

O mar que dá vida a uma alma perdida
é o mesmo que lhe suga e lhe tira a vida.

Sítio escolhido para o amor,
local eleito para a dor.

Mas que é sepultura de quem morre sem querer,
mas que é sepultura de quem o escolhe para morrer.

É o mesmo mar que é pintura, literatura,
sonho, cultura, ternura...
Imensidão!
                                      Célia Gil

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Purificação



Corre um vento cortante,
que me invade a alma
e sinto o vazio preencher-me
de um pouco de nada.

Quero o aconchego
de uma lareira acesa
a crepitar-me por dentro.
A encher-me de sentimentos bons,
a presentear-me com histórias
que me embalem e me aqueçam.
Preciso de uma renovação,
renascer em mim,
reescrever o sentido da vida,
reencontrar a minha essência perdida,
purificar o coração,
redescobrir a emoção.

Vento cortante, 
leva de mim a tristeza,
esvazia-me da mente a incerteza,
ampara esta alma errante.
                                   Célia Gil


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A quem vale a pena


Há quem passe por nós
e de quem nada fica.
Vozes de quem está a sós
e anda meio perdida.

Há quem passe na vida
deixando um vazio,
pessoas que não nos aborrecem
nem nos aquecem o frio.

Há quem passe de asa solta
e voe sem direção,
semeando vazios à volta
sem abrir o coração.

Mas há as que nos agarram na mão
e nos estendem o braço.
As que dizem que não
mas que nos dão um abraço.

Mas há as que nos vigiam
e nos deixam sonhar,
que nos amparam e guiam
se o sonho falhar.

Mas há as que gritam
"Tens de continuar!"
São pessoas que ficam
e nos fazem lutar.

Mas há as que nos deixaram
a renascer da dor,
aquelas que na saudade legaram
um tratado de amor.

                                 Célia Gil

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Assalto



Que faço aqui? Qual o meu lugar?
Porque não reconheço o que sou?
Procuro-me sem me encontrar...
Do que era nada ficou!

Porque me fizeram sentir indesejada?
Roubaram-me a identidade profissional.
Será que mereço ser condenada?
Digam-me, por favor, que fiz de mal?

E a angustia é porque tudo o que fiz
fi-lo com a máxima dedicação.
Porque quis o destino
arrancar-me dos pés o meu chão?

Falta-me a voz projetada
erguendo a taça do conhecimento,
ou simplesmente elevada
a pedir concentração e silêncio.
                                                 Célia Gil

sábado, 12 de outubro de 2013

Histórias

Resultado de imagem para histórias
      (imagem do google)

Histórias fervilham na mente
à espera de serem contadas,
histórias loucas entrelaçadas
vêm, vão e voltam sempre.

Histórias com passado
que vivem de memórias
antigas, velhas histórias
de um passado bem guardado.

Histórias feitas do presente,
incríveis, quase irreais,
loucas, sensacionais,
que eu vivo e toda a gente.

Histórias feitas de futuro,
supostas, criações ficcionais,
imaginações a mais,
fugas a este mundo duro.

Histórias fervilham na mente,
aguardando serem contadas,
no papel armazenadas
e ficarem para sempre.
                             Célia Gil


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Está nas nossas mãos

(imagem do Google)


       Nunca trilhamos todos os caminhos. Nunca sabemos nada. Quando pensamos que a vida nos ensinou tudo, novas situações se nos deparam e nos fazem questionar onde estivemos até ali, que desconhecíamos realidades tão presentes e prementes. Realidades que, às vezes, estão tão próximas... Tão próximas e tão distantes de as sequer supormos.Vivemos a vida que escolhemos ou nos foi dada a viver, não imaginamos que a rotina trabalho-casa nos torna tão ignorantes em relação a certas situações tão presentes na nossa sociedade, localidade, país... Faz-me até lembrar a personagem do limpa-vias que trabalhava no subway em Nova York, de sol a sol, desconhecendo os ritos e tradições e que, quando viu arroz caído no escuro da galeria subterrânea, pensou que era enviado por Deus para o sustentar a si e à família, quando eram restos do arroz atirado aos noivos em casamentos (Arroz do Céu,  um conto de José Rodrigues Miguéis). Todos, afinal, todos sem exceção, somos um pouco como o limpa-vias, conhecemos só o que fazemos. Mas o maldito vício do ser humano julgar tudo, opinar sobre tudo, leva-o a comentar depreciativamente todas as classes profissionais, mesmo ignorando os meandros de cada profissão.
       Devemos estar mais atentos ao que se passa à nossa volta, ser cidadãos mais ativos, sobretudo no dever cívico e moral. Ajudar com o que se pode a quem realmente precisa e se deixa ajudar, sinalizar situações que nos parecem irrisórias em relação a crianças e idosos vítimas de negligência e outras atitudes piores. "Mais vale prevenir do que remediar" e eu acrescentaria que a melhor maneira de remediar é prevenir!
       Sejamos cidadãos ativos através de pequenos gestos que não nos roubam muito tempo, mas que farão, com certeza, toda a diferença para quem realmente precisa!
                                                                                                      Célia Gil

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Amizade





             A amizade é preciosa,
             mas não é dizer apenas sim,
que com palavra enganosa,
há falsos amigos de mim.
Amigos de conveniência,
estão ali por breves momentos,
amigos de ausência,
fogem dos meus tormentos.
Amigos que viram costas
sempre que mais precisamos,
amigos de quem gostas,
com os que mais nos enganamos.
Amigos de circunstância,
que te aguentam enquanto ris.
Mas que depois vão com a distância,
quando simplesmente já não sorris.
Amigos de profissão,
cujo objectivo é descobrir
os teus pontos fracos
para com eles subir.
Amigos dos teus bens,
que te dão tanto sem pedir,
mas que quando nada tens,
estão prontos a partir.
Amigos que te enganam,
aqueles que gostam de te apoiar,
que com palavrinhas te acalmam,
mas que te querem tramar.
E quando estás no apogeu
das tuas vitórias na vida,
o maior ciúme é o seu,
gente de inveja roída.

Isto tudo não é amizade,
não é dar sem nada esperar,
não é elogiar sem com nada contar,
sentir a ausência e a saudade.
Isto não é amizade,
é um acto de cobardia,
para quem não se entrega e não sabe
que a amizade é alegria.
Alegrar-me pelos meus queridos,
mesmo estando muito triste,
são sentimentos merecidos
da amizade que persiste.
E um amigo verdadeiro,
não tem inveja, fica feliz, insiste,
é amigo por inteiro.

Mas, para além do que é bonito
de se dizer ou fazer,
um amigo também diz
coisas que nos fazem sofrer.
Os amigos abanam-nos
para nos chamar à razão,
mas não nos deixam de falar
até entenderem a nossa motivação,
o que nos levou a falar
a protestar, a objectar,
porque um amigo a sério,
perante uma atitude errónea,
é capaz de dizer não
mesmo que fique com insónia.

Ser amigo é ser capaz
de perdoar o que não tem perdão,
mas é também fazer finca-pé,
chamar o amigo à razão
e saber dizer não!

Não é ser amigo de sangue,
mas amigo de coração.
                               Célia Gil

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Perdi a paciência

     Resultado de imagem para viver
            (imagem do google)

    Perdi a paciência para as pessoas sem escrúpulos, as pessoas que se dizem amigas e que, à primeira oportunidade, dão mostras de invejar tudo o que se tem ou se é.
          Perdi a paciência para as pessoas que são amigas quando se está apenas na mó de baixo e que mudam radicalmente quando se está bem ou muito bem.
          Perdi a paciência para conversas triviais, sem essência, sem núcleo.
          Perdi a paciência para reclamações sem sentido, por tudo e por nada, por banalidades.
          Perdi a paciência para as pessoas que passam a vida a queixar-se de qualquer ínfima contrariedade da vida, quando têm o que é essencial, a saúde.
          Perdi a paciência para pessoas aborrecidas, que passam a vida a falar em trabalho, a criticar os outros e não conseguem rir com uma piada.
          Nos limites da minha paciência, resta-me paciência para as crianças, para os idosos, para risos descontraídos, brincadeiras inofensivas, sorrisos sinceros...Para aproveitar a vida!
                                                                                                                          Célia Gil


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Insatisfação (des)humana


          Encaro, por vezes, a vida como se tivesse acabado de nascer. Tudo me parece irreal, entre a ficção e a realidade, mas muito improvável. E sinto que os meus pés não estão fixos no chão. Pairam sobre uma plataforma de esponja irregular, que nem sempre sei contornar. As vozes que antes escutava ali, são agora vozes que se escutam ao longe, num eco que não consigo evitar. Vozes cujas mensagens não consigo ou não quero discernir. Vozes da razão, em gente que domina o mundo, que se sente segura de si, cheia de si, tão plena de si que os outros são meras partículas neste seu mundo.  Eu que me sinto ínfima partícula, deslocada deste mundo de heróis, só tenho vontade de voltar às origens, à infância, ao momento em que não precisava ser dona de nada, senhora de qualquer coisa, mas em que era verdadeiramente eu, na minha mais pura essência. Tão bom ser assim, sem precisar parecer! Tão feliz assim quando não me exigiam que fosse feliz! Tão eu!


Insatisfação (des)humana

Quem sou eu?
Quem nunca se questionou?
Quem nunca desejou
que o tempo voltasse atrás?

Todos pensamos e ponderamos
se escolhemos o melhor caminho,
a profissão certa,
a vida desejada…
Porque a vida desilude,
põe-nos a toda a hora à prova.
E se? E se?
Quantos ses na nossa vida…

O ser humano é assim,
um eterno insatisfeito!
Um pensador nato,
que perde tempo a interrogar-se,
passa a vida a lamentar-se,
os dias a desculpar-se
dos erros que não enfrenta,
das dificuldades que se lhe deparam.
Sempre com a alma iludida,
insatisfeito por profissão,
sem encontrar uma razão,
passa ao lado da vida.
                                       Célia Gil

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Pátria morta



Depois de tanto tempo sem aparecer, aqui estou eu, esperando que seja novamente para ficar. 
Primeiro foi o ano cansativo de trabalho que tive. Depois das férias, foi o ser confrontada com a possibilidade de ficar sem emprego... 
Só agora, já com algumas garantias, me senti com forças para regressar. 
Estive tão triste que nem escrever conseguia. Só espero que a inspiração não se tenha esvaído com a tristeza de sentir que o meu querido país sentiu, depois de 21 anos de trabalho, que não fazia falta e que podia perfeitamente ficar sem trabalho. É triste toda a situação, os mega-agrupamentos de escolas, em que é quase impossível a uma só direção manter um ensino personalizado e de qualidade. O que interessa é a quantidade que podem poupar. Então, junta-se uma panóplia de escolas e, consequentemente, reduzem-se assistentes operacionais, professores, as turmas aumentam, e as escolinhas quase caseiras que tínhamos tornam-se fábricas de alunos em que o que interessa verdadeiramente não são os alunos e sim a economia do país. Se é preciso uma injeção de capital no país, então por que não mandar para a rua milhares de funcionários? É este o país da treta em que agora estou, e é triste quando nos sentimos a mais na nossa escola, no nosso país, quando onde há realmente gente a mais é na política!
Na minha escola, que era uma escola básica de 2º e 3º ciclo, nunca tive horário zero. Na escola ao lado, a secundária, quase sempre houve dois horários zero no nosso grupo de português. Ao juntarem as escolas, a nossa ficou, evidentemente, prejudicada. É muito triste e injusto. 
Não sei é como conseguem dormir os nossos políticos sem se preocuparem com o facto de deixarem tanta gente sem emprego, nomeadamente famílias com filhos menores dependentes. Provavelmente, a instabilidade que os nossos filhos sentem em nós, ir-se-á refletir neles, e cedo começa a revolta, palavra que as crianças nem deviam conhecer, mas que muito novas vão descobrindo à força e com a política que temos. Onde está a esperança? Já não é possível às crianças de hoje viverem na ilusão das histórias de encantar, quando veem destruir todos os castelos em seu redor. É este o país/mundo que queremos? Mas é este o país/mundo que temos!

Desilusão

O que há em mim hoje
é a solidão existencial
que me deixa à deriva.
Procuro-me no vazio
e encontro o nada.

Há momentos na vida
em que somos soldados da paz,
espalhamos amor,
vivemos amizades,
partilhamos respeito,
proclamamos fé,
seguros de nós,
autoconfiantes.

As dúvidas derrubam-nos
as certezas que se tornam questionáveis.
Demoramos anos a acreditar
em coisas que, num minuto,
perdem a credibilidade.

Vem a ansiedade
semear na alma o desespero.
Vem a angústia
questionar a fé
e pô-la à prova.
Vem a desilusão,
qual vendaval,
levar o amor
soprando-o até ao abandono.
Vem a falsidade
qual sismo
abrir fundas fendas
no sentido
da própria vida.
Vem a insegurança
roubar a autoconfiança,
deixar o ser na solidão.
O ser antes confiante
é hoje alguém que jaz,
só, triste e errante.

E o soldado da paz
deposita as armas no chão,
cansado de lutar sozinho
por uma causa que cria nobre,
mas que não passa de causa vã.
                                     Célia Gil


                 Pátria morta

Quando penso no meu querido País,
relembro um passado vitorioso,
heróis com grandes feitos gloriosos,
construíram uma Pátria feliz.


Orgulho retratado n'Os Lusíadas 
pelo grandioso poeta Camões,
qual Nação escolhida que elegias
p'ra enaltecer a maior das Nações.


Mas os heróis caíram por terra,
rendidos numa nação sem esperança,
personagens de quem já nada espera.


Tão somente o desespero e a derrota
que levam ao crime e insegurança,
deixando-nos uma pátria morta!

                                     Célia Gil

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Interrogações



     (imagem do google)

Desenho interrogações
no percurso incerto da existência.
E mil e uma questões
interrogam o meu cérebro cansado
de se procurar nos trilhos da essência.
O ontem é tatuado a frio,
doendo até ao hoje inseguro,
ameaçando um futuro incerto,
até deixar de haver certezas no horizonte.
O meu eu pequenino
encolhido, remetido às suas fraquezas,
inseguro, receoso, repleto de incertezas,
nem sempre encontra a paz desejada,
nem sempre encontra a calma ansiada.
A vida é uma batalha sem fim,
um jogo de desafios constante,
uma escada que nem sempre sobe,
um rio que nem sempre corre,
um frio que dói nos ossos da consciência,
a dor de um chão que nos foge com insistência.
Mas nós somos seres humanos
por isso continuamos...
                                             Célia Gil

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Fazes-me falta




Estende os teus braços,

amolecidos pelo tempo,
num abraço terno
que sufoca de amor.
Do sorriso rasgado,
imperceptível palavra
a aquecer o coração.
Assim quereria, mãe,
continuar a morar 
nos teus olhos,
continuar a ser
o mote do teu sorriso,
a estrela do teu dia a dia.
Só assim seríamos uma.
Fazes-me falta.
Deixaste um buraco
negro de saudade
a invadir-me o peito
e uma vontade indescritível
de ser abraçada por ti.
Saudade umbilical...
                          Célia Gil

sábado, 13 de julho de 2013

mini palmiers e pudim com frutas

Não tenho escrito muito, mas desta vez não por falta de tempo, mas porque tenho ocupado o meu tempo de outra forma. Finalmente acabou o trabalho e começaram as férias. E começaram em grande, com festas, piscina e ... nem tudo é bom... as limpezas gerais para fazer. Entretanto, sobra um tempinho para umas receitas. E é isso que hoje partilho. A receita dos mini palmiers e de uma sobremesa fresquinha.

Palmiers rápidos:

Muito fáceis. Comprei a massa congelada no Mini-preço - 3 embalagens, o que perfaz 6 placas de massa.
Em seguida, coloquei açúcar na bancada e estendi a massa com um rolo. Adicionei açúcar em cima e canela e comecei a dobrar a massa para dentro até chegar ao meio


Sobrepus e cortei.


Coloquei no tabuleiro e foi ao forno dourar.


E o resultado foi este:



Uns corações estaladiços!
E para ficarem mais gulosos, barrei alguns com ovos moles e calda de açúcar!


 Sobremesa fresca de fruta:

Segue-se uma sobremesa facílima.

Ingredientes:
2 pacotes de pudim boca doce - baunilha ou ananás
2 pacotes de natas
2 colheres de açúcar
1 lata de fruta em calda - pêssego ou ananás.
Canela para polvilhar.

Confeção:

Faz-se o pudim, seguindo as instruções da embalagem.
Deixa-se arrefecer.
Corta-se a fruta fininha e coloca-se uma camada por cima do pudim já frio e na taça em que vai ser servido.
Termina-se colocando as natas batidas com o açúcar por cima da fruta. Decora-se a gosto e vai para o frigorífico! Os meus ficaram assim (os morangos, amoras e framboesas são produção caseira):
Delicioso e fresquinho!


Para complementar, uns cogumelos biológicos com ovos mexidos!



                                                       Bom apetite e bom fim de semana!






domingo, 30 de junho de 2013

Noites de insónia


                         (imagem do google)

Sento-me ao colo da noite
esperando que me embale.
Mas a noite é um cavalo louco
que cavalga pela mente adentro.

Entra pelas pálpebras semicerradas,
apodera-se do sossego aparente,
louca, livre, persistente...

Ficamos, assim, a sós, olhos nos olhos,
à espera que alguma desista.
Compinchas nas letras
que ela rouba às estrelas
para me oferecer.
                          Célia Gil

sábado, 15 de junho de 2013

Acreditar


                      (imagem do google)

Mesmo quando a tua alma chora
um  sorriso quer colorir o teu rosto.
Mesmo quando uma ilusão vai embora,
vem novo sonho vencer o teu desgosto.
Mesmo quando a dor parece não ter fim,
a vida dá-nos comprimidos de humor.
Mesmo quando tenho pena de mim,
recebo a fé e a confiança com um louvor.

E porque a vida é esta roda viva
que gira em torno do futuro,
Ganho forças, não me dou por vencida
e transponho todo e qualquer muro.
                                          Célia Gil

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Porque choro



(imagem do google)

Choro sem de chorar estar cansada,
choro por tudo e por nada.
Choro a cada nova alvorada,
choro como se chorar fosse nada.

E os meus olhos rasantes de água
parecem brilhantes de alegria.
Que são lágrimas, ninguém diria,
são presas contidas de mágoa.

Choro pelo mundo de hoje,
choro pela vida que não volta,
choro de raiva e de revolta,
choro pela alegria que foge.

Mas se chorar lava a alma,
quero chorar eternamente,
chorar hoje, amanhã e sempre,
e encontrar no choro a calma.
                                      Célia Gil

quinta-feira, 23 de maio de 2013

sombras existenciais




             (imagem do google)

O medo, a insegurança e o erro
são constantes na nossa vida,
pairam qual sombras do desterro,
deixam a alma desprotegida.

Sempre que a coragem dobra
a esquina da nossa existência,
surge o medo, que cobra
ou sugere a desistência.

Quando tomamos decisões
que nos pedem permanência
a insegurança dos corações
abala a nossa consciência.

Se pensamos que acertámos
em todas as escolhas feitas,
há sempre o erro que ignorámos
nas ilusões mais perfeitas.

Não deixes de acreditar,
sacode o erro, o medo e a insegurança.
Se caíres, faz por te levantar
qual Sísifo em eterna esperança.
                             Célia Gil

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Palavras esculpidas

 
                          (imagem do google)


Fugi à intempérie da vida
aninhada em palavras de amor
que aqueceram a despedida
tornando mais leve a dor.
Palavras eu gritei
a pleno pulmão de uma folha de papel,
palavras que sussurrei
em literartura de cordel.
Expulsei-as da garganta,
não deixei que sufocassem,
aqueci-as com a esperança
e permiti que se libertassem.
Palavras loucas de dor
palavras sanas, insanas,
palavras amorosas de desamor,
palavras profundamente levianas.
Cuspi-as, esculpi-as  na folha em branco,
ainda quentes das lágrimas derramadas,
palavras de ternura e de pranto,
palavras roucas, inflamadas.
Palavras que me aninharão
até adormecer com a eternidade.
Palavras que ficarão
no recanto da saudade.
                                    Célia Gil


quinta-feira, 9 de maio de 2013

Cantiga da madrugada

                     (imagem do google)
     Mote
Alegres manhãs
nas quais o sol brilha
manhãs que alimentam
nossa fantasia

    Voltas
Manhã, que me espreita
p'la janela aberta,
e assim me desperta,
assim me deleita.
Assim me sujeita
com o seu perfume
quando o quarto envolve
em doce queixume.

Sol, que me inebria
com seus raios cálidos,
ainda que pálidos,
são pura magia.
Pura fantasia
que sempre enternece,
a luz dos meus olhos
de tudo se esquece.
                   Célia Gil





terça-feira, 30 de abril de 2013

Natureza, fonte de inspiração



                  (imagem do google)

O perfume das flores
entra-me pela janela dentro
sem pedir, vai ficando,
mistura-se com os cheiros da casa
tanto que sinto, quando desaparecem,
um vazio que nada preenche.
O meu olfato seletivo
fica ali quieto
à espera de receber o perfume
de uma flor que já murchou.
Do meu coração cai uma lágrima
ao contrair os olhos tristes.
Queria que a natureza fosse perene,
que o perfume das flores invadisse
para sempre o meu leito,
que as cores das flores
me inebriassem o olhar
em matizados de alegria.
Que os pássaros que pousam
no peitoril das janelas de casa
não deixassem de aparecer
para me congratular
por uma nova manhã.
Que todas esta fonte de inspiração
me pegasse na mão
para continuar a escrever
por tudo e por nada...
                               Célia Gil

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Sonhos

(imagem do google)

Fecho as pálpebras ao mundo,
mas não as fecho aos sonhos.
Invadem-me histórias sem fundo,
extraordinárias, impressionantes.
Sinto-me uma pluma invisível
correndo de um lado para o outro
a uma velocidade incrível.
Reencontros, pesadelos, alegrias,
autênticos argumentos de filme
verdadeiros ou fantasias?
Decompomos a realidade
em ínfimos fragmentos
que juntamos com leviandade,
pedaços de vários momentos.
                                  Célia Gil

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Por cá...

Hoje o sol brilha lá fora, apesar de um ventinho aborrecido. As árvores já têm flor e espreitam frutos envergonhados.
O limoeiro já tem flor e novos rebentos

 A macieira de bravo esmolfe com flor, o pessegueiro com uns frutos tímidos e a pereira de folhas ao vento.



A macieira e as mini cerejeiras em flor.

E, por falar em flor, as minhas flores estão bem bonitas:








 Enchem de cor os meus dias!

Agora, o novo membro da família, o Teco, um porquinho da índia amoroso:

Para terminar, deixo a receita de um bolo que fiz, super fácil e ótimo:


4 ovos
1 chávena de óleo
2 iogurtes naturais
1 copo de sumo de laranja natural
1 chávena e meia de farinha de trigo
1 colher de fermento
1 colher de essência de baunilha
1 chávena e meia de açúcar


Depois de juntar os ingredientes líquidos, adicionar os ovos um a um. Juntar os elementos sólidos.
Depois de ir ao forno, cerca de 50 minutos a 180 graus, fazer um glacé com duas claras e 250 gramas de açúcar em pó e barrar. Bom apetite!






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