domingo, 6 de fevereiro de 2011

Mar de compreensão

(imagem de peroladecultura.blogspot.com)



Ouço-te o gemido, mar que me embalas,
rouco gemido de louco mostrengo
e grito ao Céu “quão bem te compreendo”
mar de grandes tragédias que em ti calas.

E de ti, furores intensos se erguem
em triste queixume pela humanidade,
que tudo destrói, tudo assim invade,
privacidade te arrancam e bebem.

Mas é tão grande a tua imensidão,
que ainda assim me deixas contemplar-te,
dás colo ao meu cansado coração.

E deixas-me beber a inspiração,
nas ninfas que sorriem ao mirar-te,
nas gotículas cheias de emoção.
                                          Célia Gil

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